segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Esvaindo até a felicidade

Ah, o ócio!
não ser nada
nem responsabilidades
ou culpas
nem respiração
ou mortalidade
Apenas pés sem chão
andando perdido
sem sonhos
e frustrações
Desalmado
imoral
vazios instintos
Sem querer
nem poder
a ausência de sí

Elogio ao ócio,
deixo efêmeras palavras
num silêncio conveniente