sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Desejos de morrer

Penso em morrer da hora que acordo
até a hora de dormir
Me desfaço a cada atravessar
Desabo com peso pena de mim mesmo
Não há mais motivos
Só covardia e por fim continuar
Incapaz imagino fazer
Falecer sem querer
Nem amor nem desejos que não morte
Chega de buscas, paixões, esperanças
Decepção intrasponível
Desistir recorrente apenas retórica
Palavras entregues a vazios fatos
Vivendo intenso a morte
acelero pontos finais extrapolados

Não quero continuar vivendo
mas não posso parar de morrer
Fins, novos começos
O inferno é aqui
e sem crenças objetivos
Sou demônio sorridente