domingo, 27 de fevereiro de 2011

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Escrevi uma coisa estranha

As palavras brotam do meu coração desesperado indo alem da sanidade que controla os pensamentos..insegura sem rumo caminhando em círculos irregulares.. lampejos de lucidez me mostram o caminho que me leva a você. Meu coração despedaçado aguardando o carinho da sua alma para remendá-lo. Incompletos, meus olhos choram sua ausência.. o que será de mim
nessa realidade sem seus abraços seguros nesse mundo sem a luz do seu sorriso. Virá a escuridão me abraçar novamente, retirando meus poucos suspiros de alegria..lembranças de você que nunca sairá de dentro de mim..sinto-me oca como um santo de barro sem vida, adorado por pessoas que nunca poderão preenche-lo. Será a solidão acompanhada que espera? Desespero real de alguém que existiu e se enterrou
enterrou com seus mortos. Capa alegre que almeja redenção. Surtos momentâneos, pânico noturno, existência efêmera de um corpo de marionete.


Autor: Aika Yuki

Haikai para um bom dia 9

Abri os olhos
pensei chocolates
em toda você

Haikai para um bom dia 8

No amanhecer
púrpuras paixões:
Eu e você

Haikai para um bom dia 7

Neve é alva
sobre pele macia
colinas você

Haikai para um bom dia 6

É outono
no meu coração
cheio de cor

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Haikai para um bom dia

Escrevo aqui
dezessete sílabas
por ti cereja

De passagem

Tenho medo, medo de nada dar certo daqui pra frente
Toma conta da minha alma...
A vida tem sido muito difícil pra mim
Eu sinto que cresci
mas não consigo sentir isso de verdade no di-a-dia sem ti
Minha pele se arrepia em vertingens, vou desabar
Pegue a minha mão ou me abrace porque me sinto frágil e sem forças pra voar
Minto pra mim mesma que naun posso, grito ardente que naun dá
Preciso de um ombro amigo, alguém pra  me ajudar
Sei que não adianta lamentar por coisas que passaram
e nem me preocupar com o que tem por vir
Sinto lá no fundo otimismo no meu coração
Já refleti
Preciso de mim nessa,
preciso surreal quebrar tal corrente,
congelada descobrir novos rios
Libertar esse meu coração carente
Soltar eu que se enquadra, dizer para o mundo quem sou
E assim eu vou
Levando o abismo para passear
Procurando uma maneira de meus medos superar
Que venha um broto eu florescer novos mundos
vou conhecer

Evelin de Castro e André Peixoto

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Alísios, Ventos do mar

Sem pressa
Sem nome
Sem pátria
Brisa perfazendo desenhos na grama
Códigos desfilando
Calma me apodera
Sem certezas
Sem crenças
Sem nadas
Meus valores na superfície
Sonhos desvelados
como ondas que vão e vem
Sem impedimentos
Sem medo
Sem caminho
Um pé e outro
Levantar de poeiras
partículas dançantes me fascinando
Sem expectativas
Sem quereres
Sem vazios
Desejos puros
e verdades refletidas no espelho
Minha alma sem dona, mas serva
Sem ordens
Sem facilidades
Sem distorções
É só paixão por mim
que o vento trás
Quero abraçar o mundo
Sem fraqueza
Sem nervosismo
Sem arrependimentos
Com você

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Confissões de um ponto fixo

Ter você nos meus braços
Ter seus cabelos ondulando pelos meus arrepios
Sentir seu perfume
Servir de aconchego
ser forte para você
ser sua cama e lençol
seu amanhecer e sorriso
ficar junto claro ou escuro
quando estiver bem ou se estiver mal
ouvir reclamar ou sorrir
estar ao seu lado e chorar de alegria
contar historias boas e ruins
te fazer confidente de tudo que sou
ou apenas um silêncio macio de seu calor
invejo seu amor
Queria estar com você

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Carnificina Alegre

A solidão é maravilhosa para quem se odeia
Tanta dor me causo
Me torturo me culpo
Isolamento finaliza o corte da minha alma
Experimento quanto posso aguentar
O tempo que levo para o suicidio
ser mera formalidade
os versos que poderiam machucar devem ser guardados
sua escrita mediocridade
seus significados perdidos em risos de confusão
A ignorancia diminuindo qualquer significado
Reduzo ao tamanho do nada
Quero ser esquecido
Mas antes quero sofrer
Arder num fogo escultor
abrasar meu orgulho
Virar um chamuscado monte de bosta
cansado do treinamento
estou cada vez mais proximo do inferno
minha garganta se fecha
meu sangue engrossa
eu coração se endurece
Soldado nu no campo de batalha
Unica espada erguida de sangue

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Feliz

Morrer não é tão ruim
tive tudo e perdi
como meu membro
minha carne
o sangue brilha
escorre do meu sorriso insano
sem limites ou moral
sem crenças ou dor
capaz de tudo
contra eu mesmo
contra todos
venha mundo
um por um
ou todos de uma vez
vou devorar vocês
como devorei minha alma
venham encher meu vazio com seu sangue
venham conhecer a desgraça
desespero de que sou feito
Não mais me prendo as correntes
Não mais impedirei meus impetos
ou pensarei no próximo
Para cada danação
Terá meu ódio cada pessoa
Somos mediocres
Tenham medo, sou o fim e estou chegando
Só pode ser feito por quem odeia
e não se importa
Por quem ama e abre mão
Por quem corta a si mesmo por prazer
Morrer não é tão ruim
Venham ser colhidos!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Alguma coisa calma...

Sob as sombras do bosques
Caminho estrelado pelos raios que perpassam
Escuridão ou luz?
Os dois!
Estou nas sombras dos sonhos
Iluminado por lembranças de momentos seus
Na escuridão do meu pensamento
Não há rima e não há coerência
Não sei porque em meio as sombras
Mas brilha!
Os raios se encontram
E suspiro, quero dormir e entender
Sonhar e te sentir
Mesmo que não seja música ou real
Quero estar com você
Ao longo desse caminho
Quero apenas entender
As flores de cores, com todos os mistérios e dúvidas
E ainda nessa confusão
minha mente se acalma
Caindo a noite
me sento sob uma arvore
Num silêncio da alma
Não penso em nada
sou eu!
Um grão de areia que um dia vai embora
E voce?
Acho que você é o mar que me leva...
A lâmpada que acende o meu sonho
O calor que embala meu sono
A relva que me sustenta
O orvalho que me refresca e faz rir
A necessidade que me alimenta
Hum.... já é hora da cesta...
boa noite meu amor

Já amanheceu!
Já?
Não quero acordar...
Já passou de meia noite
Não! não!
já sim
Mas não quero que acabe...
Eu quero continuar com a ilusão
Mas também não quero ficar sozinho na escuridão
Então venha ficar comigo em meu sonho
Venha viver minha ilusão
Dormir numa nuvem de algodão
Mas a quem estou querendo enganar?
Você não me quer? não me deseja...
Nem me conhece
Nem amigos somos!
Mas podemos ser já que aqui estamos
Agora me lembro porque fugi e continuo andando
Perdido nas minhas perguntas sem rumo
Procurando o rumo da dúvida, com a única certeza de que não sou correspondido
Em uma paixão bandida
Que não ladra nada se não a sorte da estrada
Se fosse tudo fácil não teria graça
O que me lembra que essa estrada dá voltas e que desistir Às vezes é impossivel
O que nos resta é prosseguir
Mesmo que seja minha mente me enganando?
Me sinto insano fugindo da doença que me determina
Fugindo e correndo de volta ao mesmo tempo..
Procuro respostas mas não encontro
Só há eu
Não, eu também estou aqui
Nem esto longe de você
Estamos nos mesmos versos
Mas sempre estarei perto de você
Nas suas palavras

Evelin de Castro e André Peixoto