segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Apocalipse

Aquele que por destino
vier a conquista-la,
que azar
pois mesmo ele
não impedirá o sol de nascer
tampouco conquistada amada
ou armados vigias
podem parar o noite e dia

Ao problema inominável,
de solução ignorada,
a queda procede
Desavisos da sorte
ou azar acaso
Fatos também enrigecem,
inevitáveis escaladas
de caídas rosas girassóis
numa balada épica,
tristezas e pena,
revelam integrais
acomodados
e integros iludidos
Sobretudo perdidos de sí
confiantes na derrota

Uma vez alcançado
espólio destruído
os escravos do sol
pensando o que é vitória
sob o luar
o poeta sempre constata
uma incógnita
reconhecendo flores guerra
destinos alheios