quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Palavras ao vento



Estamos longe
Minhas palavras estão ao vento
Somente sonhos
Irmãos combinados,
correndo um do outro
Correndo de si e do que sentem
Redemoinho interminável
em quatro cantos calmaria
Responsáveis pelo que não pedimos
sem culpa nem orgulho
Felizes de viverem
corações num mesmo bater
consumindo com brilho ofuscante

Não vale nada
Nem confiança
Nem crédito
Efêmero

Mas o vento ouve
juras eternas de amor
quaisquer os venenos da alma
inseguranças ou medos
Tem paciencia!
Muda de areias a montanhas

Meu corpo me trai
A mente me engana e mente
Mas o vento ouve inutil verdade
Sem pode aprisioná-la,
agarrar-la ou deixar ao destino
Sumindo num redemoinho

deixando amor escrito em lágrimas