quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Amor e mito


Cupido joga conosco:
Hora somos Dafne e Apolo
Hora Pandora com sua caixa

Sequer acredito, ainda que não possa negar
O sonho se revela com o mito
Quero ser árvore,
te servir os louros de suas vitórias
Imóvel! sem aproveitar suas delícias

A confusão não mais retornará para a caixa
Hora improvável maldição
Mas sem questão dádiva maravilha
Pondo ante dúvida e tristeza
A certeza e a alegria de amar
O jogo invés de impor,
revela aos cegos reconhecer a cor do querer

Ao mais veloz e mais forte, a distância
O herói da virtude e sabedoria,
visão de sonho disforme

Quase Píramo e Tisbe,
o destino petrificaria loleps sem alcançar a raposa

Contudo ao contrário de Ícaro,
o fogo nos é dado pelo sacrifício de prometeu:
derreter nossas asas as potencializa
Glória pela infeliz flechada,
Escrito nas estrelas
Num alvorecer nos unindo
depois de longa noite do cupido
Fazendo toda a batalha, nosso caminho