sábado, 30 de maio de 2015

Desmembramento II (sendo feito)


Ontem cortei um pedaço de mim / Quase chorei não pelo que perdia mas pela dor de me livrar / Tanta culpa que rezei nu coberto só pelo  que sentia / Aceitação, conforto de sentir .... mas ficou inacabado / Quando acordei encarei aquelas linhas tornadas tortas pelo dia, numas sombras de brilhos e enguias / Numa corda bamba em que me enganava ou me iludia / E cai na realidade que não importa para onde corra, méus pés so movem na direção perdição nas colinas de sorrisos vazios / Um céu chumbo de dúvidas ? até o nascer do sol / Então espero, sento por ai num relva insegura e espero / Sob lua ou cantos de arvores em dias / No final dos dentes, la no fundo da boca, aquele gosto doce de sem nadas momentos / Vivi e vivo irritado por nada se sou tão feliz meio que sem nada ou tudo / Sou eu e me aposto que se me perco ou ganho / As raízes me decompõe sobre as copas no processo em que se alimenta / Meio louco meio lebre / Meio surto meio grosso / meio eu meio aquilo / Meio meu meio nada / Tudo espalhado sobre cascos que escondiam o pedaço do não era.