sábado, 9 de fevereiro de 2013

Eu e Depressão


És tu a azia constante
Pacificadora de alegrias
Fiel ao meu corpo
Pedindo ânsias destruições
Purificações em liras,
notas em sangue
Não me deixe jamais
Percorra minha mente
Livra de sorrisos
Envenene teu servo
Que se faz verter lágrimas,
caindo infinito
num abismo de si
Autopiedade escarlate
Cresça culpa doce!
Leva ao me esquecer
Sombras dominem
Afundando relevarei
desejos e fantasias
negando que quero
Durmo acordado
sonhos malucos por tu
Venha e tome o teu
Devore o que é bom
Deixa só as memorias tristes
para alimento de ti
Apague os versos de amor
Fique só reticentes
letras protagonistas e sós
eu e tu, depressão.