domingo, 26 de julho de 2015

Saida Vida


Estou cego. Posso olhar para frente ou para trás.
Mesmo abertos meus olhos não veêm calabouços
Não além das prisões que iludo e saio por ai pintando
Cegueira assim de consciência
Perceber que no chão ainda esmago por ai uns vermes
que nem existem também
Mas seriam destruidores em outros desertos
Essa falta de visão tão pouco é calmaria da ambição
De longe de um comodismo tartaruga
Essa é um pouco a falta de esperança
A esperança que leva a frustração
Chamada pelos vis e nem tão sabios de expectativa,
como se esperar e fantasiar sonhos principes e princesas
[não fossem perjurias de delirios
Não. Uma quebra, esse branco vazio tem nome
Tem tamanho carne espírito. Defeitos íngremes e posteriores,
no varau ou ali mofando
Os fantasmas avizinham ainda. A lama ainda cobre meu corpo
eu olho, eu busco, me desespero, grito, choro...
Como nas histórias
Mas não vejo em lugar algum o ser que nunca fui
Chavão sem gotas ou miolos. Puros. Idolatráveis
Nem aqui nem nas pedras. No outro, também não sei
Até as pequenas realizações se parecem grandes. Sequências,
como os desastres fizessem um sentido apocaliptico
e fim estivesse chegando como um previsto enfadonho
Mas de nada sem doce, uns risos permissivos
Uns botões soltos no chão, umas conexões frouxas, talvez

No fim todo o caminho me levou a um lugar nenhum,
onde me sinto bem
Como se desse zero fosse nem maior ou melhor
E esse foi o mais alto dos altos!
Um nirvana torto onde a calma não ultraje,
nem monjes em esquerda se sujeitem
Toda luxúria e loucuras. Todo aquele lixo ou vício
Todo um mundo de lágrimas que choro fazendo o sentido
[derradeiro em que me deito as palbebras
Só para rimar mesmo, chapinhando nas águas desses versos
Porque justicar tais causalidades faria sentido,
no mundo do eu efeito?
Se errar me sou ainda,
todo devir e sombras, os cristos e luzes
Vou dizer e sorrir uns por ai então, gozar das potências
e flechas, fechar os olhos agora inúteis e respirar
o inesperado previsto