sábado, 4 de agosto de 2012

Ilusão


Minha calmaria é estar junto do mar
sob ondas de melancolia
uma onda depois da outra
desejos de mais do outrora
sentindo tudo na mesma hora
Não tem mais volta
O tempo se foi junto á onda
As velas junto a costa, mas ainda sem rumo
Um vento forte sopra
As profundezas me chamam
Num salto eu já mergulho
caindo percebo quanto quero me perder, quão morto a calmaria me banhava
Isso tudo pude perceber
Mas o futuro guarda nova fúria, o antigo grito para sempre oculto
doce como o mel
encontro o futuro e assim a minha cura
Pena que me afoguei para isso


Evelin Castro e André Peixoto

MI, FÁ, SOL, SI, DÓ E MI




Minha face solve sinuantes dores miasmáticas
Quando sinto a brisa ficou tonteante
O espetáculo ascendeu com todo brilho
Como o sol ardente tocando a pele
Quem diria luz mortal?
Tão linda quanto perigosa
Tão significativa quanto silenciosa
Luz que clarea o coração
Que se esvai com vida. minha vida
e acaba coma escuridão
"Doutor, perdemos os sinais vitais do paciente!"
Mas não se perdará seus sentimentos



Evelin Castro E André Peixoto

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Só nas arqueadas

Aqui chove liras estiradas solos de gotas escarlates do fim de tarde / nas moitas rumores de ventos tristes alegres sorridentes sobrevivendo de ss solipsistas / melancolico percorro frescoroso os momentosos / sem dizeres apenas espectador digno de suicida da palavra ou concordância com contextos úmidos / de tudo vero so chuva vaporosos mentir cada letra / sem guarnecida sanidade pronto para pular ideias / realidades alheias nem se fala, tudo porque chove.

domingo, 8 de maio de 2011

Espetáculo da natureza

Foto: José Duarte

Verde

Verde são frutas que não estão boas ainda
Verde nos diz que podemos seguir em outras
Verde cor de esperanças
Verde de definições indecisas
Verde de plantas e vida, nos cercando
Verde cor de bandeiras e fardas
Verde sem pátria ou ideologia
Verde só verde, seja azulado ou limão
Verde pra ti e pra mim, todos verdes
Numa unidade pitoresca madura de partir

Sonho de passarinho

Foto: José Duarte

Elogio à origem, causa e finalidade de tudo

À quem devemos tudo
do nascimento à fim que importe
elas e nós mesmos fagulhas de seu maná divino
todo elogio é primeiro à ela
merecedora de cada palavra e cada pausa
células e construtos odes de sua imagem,
meras cópias de suas maravilhas
aquela que pode criar e trazer luz
de nossos dias, e mesmo nos trazer
aos dias próprios onde passamos a
tentar fazê-la orgulhosa
Nada é  mais dificil que encantá-la
os segundos se devem à miríades
delas e mesmo elas devem às suas a dádiva da vida
Não posso falar mais do que o óbvio
Estamos todos por você
É tudo para você mãe