quarta-feira, 23 de março de 2011

Perdendo o controle

Passearia por tuas pernas ao vento perdido para os teus macios cetins
Sentiria tua pele roçar em meus pensamentos maldosos 
Subiria cada centímetro teu como colinas a vencer com carinhos

Beijaria teu seio como um âmago de energia
Faria teu colo uma central de calor
Te abraçaria o chão cedendo aos meus pés tua unha encravando em minha pele
gritando os prazeres que deseja
Não pensaria e nem precisaria dizer
Não seria responsável por meus atos
Seria tua arma
Seria teu servo
Pronto a aprender como elevar céus a meu anjo

domingo, 13 de março de 2011

Haikai para uma adição

Se caos servil
ordens molhadas podem
Vertem peixes

Projeto chocolate

quando chocolate penso
lembro abril você
páscoa que chega
fico só desejos
de alguém beijar
dividir um ovo
seja quem for
dizer que amo

doces ali faltam
tragam sonhos ilusões
presentes ao leite
futuro crocante como
mesmo de passado amargo...

quinta-feira, 10 de março de 2011

O que se pode fazer

Poderia escrever uma poesia só com pronomes
mas só consigo pensar em você
Poderia escrever uma poesia só com verbos
mas só consigo pensar em amar
Poderia escrever uma só com adjetivos
se pensasse em outros além dos seus
Poderia ter só conjunções
se as todavias me importassem
Não seriam de artigos
pois você é uma única
Poderia me utilizar dos substantivos comuns
se tudo em você não fosse próprio
Poderia definir por advérbios
se não pensasse em você em qualquer modo, lugar e tempo
Poderia usar de preposições
mas só vejo eu e você na oração
O que posso fazer são poesias de interjeições do que sinto:

Tomara!
Avante!
Uau!
Oba! Viva!
Bis!

quarta-feira, 9 de março de 2011

4eve

my passiones se vânt e si
minhas paixões são o vento e você
em ingles, latim, italiano, portugues e espanhol
e romeno esquecido
mas o sentimento nem precisa de tradução
expresso nos nossos semblantes
desejo descrever com você
amo te
i like you
me gustas mucho
Io vivo con te

Platônicamente sem verbo

Sem ideias
num horizonte distante
Bonita coisa essa:
maravilhosamente você na janela
E aqui? coração à toda?!
Pior que não...
Sofrimento também, junto com as boas
Tudo sem importância, nem ligo!
Mas e a vontade de um abrigo?
Alguém aqui!
Seu calor ou outro calor... com meu valor
Passos sem direção
Perdido sem fala, sem amor, só desejo
com a frieza da chuva
você generico, um sonho apenas
sem cor, calor...
Só isso, que pena
Sem ideia do depois

Evelin de Assis e André Peixoto

terça-feira, 8 de março de 2011

Todo dia é das mulheres

mulher mulher mulher
quem te fez pairou rodopiou e caiu num paradoxo
bela frontes delicadas espinhos
feitas de terra e água
mas por dentro fogo!
um ardente espirito de mãe e amante
um calor em tem seio que provem o mundo
te fez para fazer
moldada para moldar
teus servos são a criação e o desenvolvimento
tudo se volta à essa origem
nos adaptamos à você mulher
são damas todas
senhoras de mim
e de cada pedra
e  em meio em a cada pedra
despontam dificuldades uma fortaleza
cercando e protegendo
os reles outros
que nem se dignam a ser denominados
apenas filhos seus
penas seus amantes
penas seus acessórios

Se eu consegui meu intento
vou ouvir a musica mulher
foi ouvir a musica mulher
e escrever o que ouvi
mas claro que por mais que eu me esforce
não posso ter o ritmo
a harmonia
a graça
a beleza
por isso sai assim palavras toscas perto de tudo isso que é