Àqueles que se perdem por aqui
Que não entendem sobre mundos entrando
Sobre a solidão de seguir na frente...
Digo que não sei da loucura que passam:
acorda que piso, já conhecida, se mola
Digo que não sei sobre essas estrelas de que sentem falta
Mentira, que sei
Apenas foi bicicleta:
aprendi, o silêncio produz as sombras
Que viram dramas,
daí, uns ramos no papel...
O impressionante na falta
é que meu passeio rendeu eu
Eu, tomado pelo universo que vi
Todas as oportunidades perdidas
Todas as guerras que não ganhei
De todas e todas que decepcionei,
ansiedades que me partiram,
única coisa foi que [eu] perdi [eu]
A carência, o calor, arrepios,
medos e floreios fúteis por aí,
na loucura do escancarado,
escarrado por telas gritando
em belezas os desesperos:
Não foram mais curiosos!
Não mais que o estranho que voltou
Como o novo sobrevive de experiências antigas,
enquanto mundo desmorona das ruínas que questionei?
Mundo é a desconstrução da minha ilusão?
Àqueles que se perdem por aqui,
entre solidão e medo,
entre ilusões e crenças,
entre suicídio e sorrisos de foto,
digo "joguem fora o sentido!"
Decidam num jogo de palavras!
Deixem a sorte guiar o texto...
Deixem nu entrelinhas!
O que volta é poesia...
segunda-feira, 27 de abril de 2020
terça-feira, 31 de março de 2020
Comentando desenhos
Vontade devorar calada,
voz submissa
Olhar é suplica no
aperto meu contra seu
Quero dominar como te
marco em lábios
Ser no seu ombro aquele
vulto
Suas costas linhas de
minhas mãos
Abraçar teu esquio,
fazer gritar seu prazer
Consegue imaginar a
mordida?
Sussurros, ouve?
Enquanto respiro você
Cresce fome ali, sem
pressa rondando seu seio
Dando raiva pelo desdém
ao seu desejo
Provocando e provocando
enquanto pele estica
Entumece sua sorte, um
arrepio aqui ali
Quando seu corpo
encontra parede sem saída
a não ser suspirar
enquanto...
terça-feira, 28 de janeiro de 2020
Voltar além
Energias que envolvem
Fluem acontecem
seguem
Reciclam viajam...
Transformam o cosmo
em mitos
que seguimos, falsas
verdades metafísicas
dizem “como
verdades e não mentiras”
E comem e comem,
essas energias
Respiram sem
perceber tudo supérfluo, aquele gênio:
Em essência
artificial sentido e emocional como gárgulas que protegem,
não corpos mas
sanidades de águas
(dos rios ou em
escarpas...)
Olhando ali de cima
a decidir se joga ou se mata
se segue ou motiva,
sem consciência de si
Tudo imerso na
ilusão de algum lugar a que se chega,
quando encontra os
moinhos falso que persegue
Assim, mesmo parado
sentado em preconceitos,
são como cantos não
de pássaros,
mas do silêncio da
razão
O mesmo que cria as
serpentes de muitas cabeças,
mas sem o cabimento
do fato
E dardos que lançam
por ai se perdem e acham adeptos
que seguem cegos as
cruzes e advinhos autoproclamados sábios
Estes não sabem
encontrar nem verdades nem clitóris
Se acham sem surtos,
curtos pensamentos que não viajam
Só cagam dormem e
são por que tem ali na esquina uns loucos
que os questionam
Porque na natureza
são menos que pedras
e no ciclo emperram
achando a alteridade vazia
Tudo eu idealizado,
tudo pequeno naquela mente
Céu fechado, nuvens
dogmáticas mesmo
Contudo a energia
vai circular, ao po de volta
se tornando de novo
alguma coisa relevante
Um grande pensador
qualquer, ou um seguidor
São apenas a
negação de seus eus efêmeros
Uma energia que nem
se vê e entende nada…
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Obrigado, dor
Dor, minha amiga, sei quem você é
Assim te chamam por medo de você
Se pra mim é dor pra você é eu
Eu que sente, chora e ri, depois sofre
E quando escorre e te xingam, dor...
É o machismo do "boa moça", "não chore"
Mas sei que você é o que se faz
Dor é só um lado que escolhem
para acusar
Esquecem você é mais
Do outro lado foi amor, amizade,
Foi companheirismo, foi sujeira e suor? foi sim
Escapa linhas e palavras isso que você é
Foi transa e beijo, um olhar sem receber?
Foi e mais, foi semem e desgosto
Foi vício e apego, e mais !
Mas eu te considero, minha amiga
Porque com você me sinto vivo
quase um clichê do ter você, ao menos
Sabendo que você é tudo que não menos
Não quero me repetir, so que agradecer
Obrigado por me inspirar com lágrimas
Querida, dor
Assim te chamam por medo de você
Se pra mim é dor pra você é eu
Eu que sente, chora e ri, depois sofre
E quando escorre e te xingam, dor...
É o machismo do "boa moça", "não chore"
Mas sei que você é o que se faz
Dor é só um lado que escolhem
para acusar
Esquecem você é mais
Do outro lado foi amor, amizade,
Foi companheirismo, foi sujeira e suor? foi sim
Escapa linhas e palavras isso que você é
Foi transa e beijo, um olhar sem receber?
Foi e mais, foi semem e desgosto
Foi vício e apego, e mais !
Mas eu te considero, minha amiga
Porque com você me sinto vivo
quase um clichê do ter você, ao menos
Sabendo que você é tudo que não menos
Não quero me repetir, so que agradecer
Obrigado por me inspirar com lágrimas
Querida, dor
Só vem
Tem dilemas diante
do caminho
mas dúvidas sobre o
que sentimos?
Haja culpa diante
das escolhas, não sei
mas fugir de nós
mesmos?
Podemos gritar e
lutar e nos debater
mas com nossa boca,
na tua ou fechada
Frustrados ou
decepcionados, é humano
mas sofrer sem
viver?
Que arrogância toda
é essa
de saber que o
melhor é não saber
Atravessar a vida
sem olhar…
Quando além do
racional, já fomos lá
Queremos brigar com
o mar
Vamos segurar nossos
risos?
Que dilema é esse,
negar o passado
ou regar o futuro?
Expectativas, vistas
e corpos, tudo isso…
vamos rir e fazer
rir
vamos ser e viver
propagar ao próximo,
o sentir
Sei dos dilemas
todos,
mas fecha os olhos
e vem, só vem
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
Pele sob a pele
Como é grito de
quem luta consigo
Como é dito quem
odeia se é
Como faz para
esquecer
Como faz para se
dizer
nas letras que
enojam
Amar nos atos que
repudia
Que dança é essa
onde você
desarmoniza
Com quais lagrimas
pode chorar seus
erros
Com qual razão vai
negar seus instintos
Com qual moral se
justifica
Se tudo isso é
você.
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Sempre seguimos e chamamos um ou outro de dor, no corredor das memórias
Mesmo fluxo de prazer, alegria, tristezas e mortes virando a esquina, esquecidos
Tudo isso deixou marcas, não nego, mas o que se quer na volta, o que será em volta?
Presságios presentes de duetos em preto e branco? lagrimas e suicídios textuais?
Sei que nossa poesia é aleatória para o universo, fazendo um sentido, mão única
Como uma estrada e todas as estradas, sempre levando ao mesmo caminho nós
Pé ante pé diante do próximo passo ao um abismo chamando eu e sendo eu
Esses caixões travesseiros, travessos de uma depressão? São textos ! Tijolos que vem e ficam
Até sair em versos ou num silêncio não escrito, choramos, rimos, amamos, morremos.
Sentimos e escrevemos, ainda estamos por aqui