quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Radical Skin sou eu mesmo


Andando sob a pele da face
vermes engatam suas novas crias
enveredam novos caminhos
quando não criam
beberei desta ideia consciente
não mais destrutivo
apenas feliz parasitário
nem sequelas nem dias
seja sol ou seja estrela
acharão uma saída
infestarão o coração
galáxias se pudessem
mas mantenho aqui
perto de mim onde cairão
nas desgraças que plantei
nas valas que não sou
porque agora despontam as luzes
fazem sombras de seus crimes
na espera de sua alma
estará a dor da minha
rindo solos de magia
de quem não liga e se consome
de quem o diga contradição
não ligo para anos ou perdão
quero dos vermes me alimentar
e levantar numa nova manhã
cantando meu amor pela vida
meio certo meia errado
degenerado ou sofrido
apenas pronto para a batalha
para qual nasci e cresci
me despeço da solidão
arranco minha máscara
e grito venham

domingo, 28 de setembro de 2014

nuvens da lua


nas portas do paraíso perguntaram / aos ricos de espírito quem entraria no infinito / daqueles todos respondi por uma vez mais / que não pararia por passagens ou testes / mas seguiria o poder da vontade / assim que descobrisse o que queria / lutei por guerras, abandonei campos / segui dos sangues, das lágrimas, dos prazeres / provei das bocas e das almas / o paraíso sou eu e onde esteja é meu lugar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

RED

Não pense no que poderia fazer por mim
Não se endivide por minhas injúrias
Não sinta pena ou queira me abraçar por minha tristeza
Apenas escute as lágrimas pelo rosto duro
Num caminhar para fora do escuro
Vou dormir e acordar novo
Pense em mim por isso
Imperfeito que luta
Pergunte pelos meus desafios
Sinta orgulho das pequenas vitórias
Apenas me escute
Vou cair e vou levantar
Perder ou ganhar
Esteja lá comigo
Não precisa acreditar
Já me dou crédito
Não precisa olhar por mim
Cuido disso
Esteja lá por ser legal
Seja lá por si mesma
Desabroche flor
Sou terra jardim
Vamos compor um quadro de dois seres
Somar detalhes, fazer uns universos independentes
Rir uns mundos sem culpa

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Transbordo justo




O desafio é caber aqui pedras
torções, enganos e futilezas
não as que não importam:
Os detalhes todos tijolos do caminho cá
Um aqui eu senta, anda, faz
Acontece o que quer, sonha no perfazer
si mesmo e olhar
Nem tão grande ou distante como medo
Assim coceirinha do cavalgar tempo
Cada músculo, tendão e curva
um motivo estático, para o desenrolar
do espírito
Se jogar entulho nem soterrar nem chatear
apenas não ligar e fechar
Expor condições ou bichos
Tudo pequeno, na verdade
imenso são as possibilidades
espalhadas diante do céu aberto
Constelações miragens
Sóis fajutos
Luas de papel marché
O monte de nada liberdade,
As toneladas da massa de modelar,
O algodão que posso tecer,
Querendo e podendo
Podendo por acreditar....
Tinha razão, não consigo nem expressar
É só um olhar e caminhos a frente
Mas se esquecer de fazer caber o infinito
Hum, talvez
Sorria tudo que admiro
Brilhe os olhos a fé
Pegue suas mãos e ande passos por aí
Assim num qualquer de viver,
ser um pé feliz,
desaprender as letras e amar

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Bullet Time



Estou caindo de sono pois sonho acordado por toda noite com lua que ofusca todas as estrelas e sobretudos.
Mas estranhamentos daquele outro, me assombram.
Os tremores da calma, o ímpeto anulado, não tropeçar no abismo...
Feliz por ele, é o que sempre quis.
Nascido da decepção de não realizar meus sonhos.
Construído por cada tijolo calculado.
Faltam andares mas se distinguem meus e outros sorrisos.
Longe de perfeição, você pode tudo que quiser e não tem mais limites, novo eu.

Meses me separam antes da chance.
Agora é outro e tudo cabe ao novo.
Ele diz que não que não importa a chance.
Faço meu próprio caminho.
Com ou sem fortuna.